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205 lojas online são abertas por dia no Brasil

Atualizado: 20 de Mai de 2018

Depois de queda, ritmo de crescimento retoma.


Em um ano, surgiram 75 mil novas lojas online no Brasil. Isto é, 205 por dia.

Esse número representa um aumento de 12,5% em relação ao ano passado, e indica uma retomada do ritmo de crescimento do e-commerce no país.


Veja por que. Em 2017, o número de lojas online cresceu 9,23% sobre 2016.

Em anos anteriores, o ritmo era superior a 20% - 24,67% em 2015 e 21,52% em 2016.


“Os números deste ano sinalizam que os negócios estão voltando a crescer e que o e-commerce é o canal de vendas escolhido para atender o consumidor”, diz Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP.


Os dados fazem parte do estudo "O perfil do e-commerce brasileiro - 2018" realizado pela BigData Corp para o PayPal Brasil.


Os pequenos sites, com até 10 mil acessos mensais, são maioria - representam 82,48% do total do e-commerce brasileiro, porém menos do que há um ano (97,8%).

As grandes lojas online, com mais de 500 mil acessos mensais, já ganharam participação. No ano passado, representavam apenas 0,17% do e-commerce. Hoje, 7,53%.


Os sites médios, com 10.001 a 500 mil visitantes, também elevaram a participação em um ano, de 2,75% para 9,99%. Para Carrer, esses dados indicam que os pequenos sites de venda estão se tornando médios e que esses, por sua vez, estão virando grandes. “É um movimento que revela a consolidação do mercado de vendas online”, afirma.


A BigData também identificou um aumento no número de lojas online que comercializam produtos com preços abaixo de R$ 100. Esses sites representam agora 84,32% do e-commerce no país. Isto é, quase nove pontos percentuais acima do número de 2017.


O estudo mostrou ainda que os sites associados às lojas físicas ganharam força.

Em 2017, eles tinham participação de 4,93% do e-commerce brasileiro e, neste ano, 13%.


Com a crise, as grandes redes colocaram um pé no freio dos investimentos, impactando o comércio online. O fechamento de lojas físicas, por outro lado, reforça a importância do comércio eletrônico nos resultados de quem opera nos dois canais.


A Zema, uma das maiores redes de eletrônicos e móveis do país, anunciou que vai dar ênfase para o e-commerce a partir do segundo semestre. E essa ação deve ajudar a empresa a elevar em 15% o faturamento neste ano, na comparação com 2017.


“Com a retomada do consumo, as redes voltaram a planejar ações também para o e-commerce”, diz Carrer.


As lojas online estão diversificando a oferta de produtos. A participação dos sites de vendas pela internet com mais de uma centena de produtos cresceu de 14,77% para 33,51%. O estudo também identificou que aumentou a relevância das mídias sociais como canais de comunicação e ferramentas do e-commerce - 71% das lojas virtuais têm presença no Facebook.


Mais: o uso de sistemas de carteiras virtuais de pagamento eletrônico, como o PayPal, já atinge 47,38% do comércio online no país.


EM EXPANSÃO

O e-commerce no Brasil representa pouco menos de 5% de toda a venda do varejo no país. Mas, mesmo durante a crise, não parou de crescer.

Em 2017, a venda online somou R$ 59,9 bilhões, o que representou crescimento de 12% em relação a 2016, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).


O valor médio de gasto, no período, foi de R$ 294, com destaque para produtos eletroeletrônicos (R$ 558,20), óticas (R$ 454,40) e acessórios automotivos (R$ 418,20).


Esses dados são do estudo “E-commerce radar 2017 – resultados do mercado de e-commerce do Brasil” da Neomove, em parceria com ABComm. O principal motivador das compras online continua sendo as buscas no Google, já que 52% dos pedidos são originados deste canal.


A conquista de clientes, porém, passa pelo e-mail marketing, redes sociais, Criteo e Buscapé, de acordo com o estudo da Neomove. Para a ABComm, o e-commerce brasileiro deve crescer 15% neste ano, com previsão de atingir um faturamento de R$ 69 bilhões.


O ano pode registrar mais de 220 milhões de pedidos para as lojas virtuais, com um tíquete médio de R$ 310, superior, portanto, ao do ano passado.

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